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Ciúme normal ou patológico: Qual deles você tem? Descubra!


Jane Silva
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Friday, 22 de January de 2021

Essa preocupação com uma possível perda pode levar a um certo medo de infidelidade, de fazer perguntas sobre quem é ou com quem está falando e pequenas discussões, sem ser intenso e sem causar desconforto em nenhum dos integrantes. É um ciúme temporário. Porém é assim que começam a ser um problema.

O ciúme torna-se patológico ou doentio quando a emoção tem sua origem em um desejo desordenado de possuir algo exclusivamente e ao qual está subjacente a infidelidade (real ou imaginária) da pessoa amada. O ciúme patológico é condicionado por um senso exagerado de propriedade e exclusividade.

Existem vários pensamentos arraigados na pessoa que experimenta o ciúme patológico:

  • Se não tem ciúme, não ama.
  • Não posso suportar que ele(a) mostre seu amor igualmente.
  • Deve amar muito e em todos os momentos.
  • Só pertence à pessoa.
  • Deve estar apenas com ela.
  • Esse ciúme doentio gera intenso desconforto nas pessoas que o vivenciam: ansiedade, medo, preocupação. Ficam obcecadas e interferem nas atividades. Se for assim, como podemos controlar o ciúme?

    O mais aconselhável é analisar se temos motivos reais para vivê-los. Para fazer esta análise, pode-se ajudar a partir de uma terceira pessoa imparcial e objetiva. Também pode examinar as evidências a favor e contra. E, se ver que continua assim, o ideal é conversar.

  • Evite realizar os comportamentos compulsivos descritos acima.
  • Evite fantasias associadas à situação.
  • Não aborreça tentando encontrar evidências.
  • Evite tomar decisões precipitadas.
  • Promova a autoestima.
  • Aprimore sua vida pessoal fora do relacionamento.
  • Promova o diálogo positivo no casal e a confiança.
  • É importante ter em mente alguns sinais de alerta, que podem indicar que o ciúme está começando a se tornar um problema para poder evitá-lo:

  • Se começarmos a ter necessidade de controlar os movimentos da pessoa.
  • Cada vez que toleramos menos seus amigos
  • Constantemente pensamos sobre o que ele(a) está fazendo
  • Desconfiança
  • Esses são alguns dos sinais de alerta, que podem nos informar sobre o aparecimento iminente do ciúme.


    Portanto, não deve-se cair no erro de banalizar o ciúme, sob a premissa de que "se amamos alguém é normal sentir ciúmes", visto que, como mencionamos no início, não há maior prova do amor incondicional do que preservar o equilíbrio entre a individualidade e a do companheiro(a).